quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Reforma política chilena fortalece protagonismo dos jovens

O Chile começou a aprovar ontem sua reforma política. O presidente Sebastián Piñera promulgou lei que acaba com o voto obrigatório e estabelece a inscrição automática, o que supõe um aumento de 4,5 milhões de potenciais eleitores, 80% deles menores de 35 anos, 37% do total serão menores de 29 anos.
Piñera também quer acabar com a regra que elege ao parlamento dois representantes majoritariamente por distrito.Para que um partido obtenha dois representantes deve superar em dobro a segunda coalizão mais votada, o que favorece à direita chilena, que com apenas um terço dos votos garantiu uma representação muito superior no Congresso desde a implantação da democracia.
Depois de um ano marcado pelas manifestações estudantis mais importantes desde a chegada da democracia, pedindo uma educação pública gratuita e de qualidade, a participação e o peso político dos jovens só devem aumentar e, junto com isso, as chances de um novo cilco de governos de esquerda naquele país, agora para dar cabo das grandes tarefas econômicas e sociais, já que a política e a de direitos humanos avançaram bastante e mesmo o governo conservador no poder não foi capaz de impor retrocessos consideráveis. Pelo contrário, apenas criou pontes para a retomada de uma agenda perdida pela antiga Concertación.
Mais peso, novas idéias e quem sabe, se precisar, novos partidos populares pelo protagonismo juvenil.