quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Jovens puxam crédito e moldam uma 'economia da mobilidade'

Quem mais impulsionou o mercado brasileiro de crédito nos últimos quatro anos foi o jovem de periferia. Ele buscou linhas de financiamento para a compra de carro ou moto e foi um usuário frequente de cartão de crédito, revelando uma preocupação central deste setor com a mobilidade. Às vésperas da Rio+20, esse indicador deveria entrar nos debates do país, pois, afinal, se essa é uma demanda forte, alternativas sustentáveis devem ser pensadas já, pois moldarão mercado e sociedade de médio prazo.
Entre 2008 e 2011, levando-se em conta dados do primeiro trimestre de cada ano, a participação do jovem de periferia no total da procura por crédito cresceu 3,3 pontos porcentuais.
O grupo corresponde a quase 21% da população brasileira e inclui seis subgrupos: jovens trabalhadores de baixa renda, trabalhadores com baixa qualificação, estudantes de periferia, jovens na informalidade, excluídos do sistema e famílias assistidas da periferia.
O aumento da procura por crédito pela Periferia Jovem reflete o ingresso e a formalização dessa população no mercado de trabalho e a maior mobilidade social, possibilitado pelas políticas sociais, aumento de salários - especialmente o mínimo - investimentos públicos e, claro, pelas PPJs desenvolvidas nos últimos nove anos.
Sustentando com força produção e consumo, esses são os mais importantes "babyboomers" desse nosso quadrante de Bônus Demográfico.