quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Crack: expansão do subcapitalismo

Apesar dos avanços anunciados pelo Governo Federal, reportagem de John Lyons, no The Wall Street Journal, reproduzida ontem no Valor Econômico, mostra que pode estar só começando uma batalha de alta intensidade entre o crack, o Poder Público e seu principal alvo: os jovens.
A reportagem com o sugestivo título "A economia emergente do crack no Brasil" revela que o uso de crack no Brasil é um reflexo de tendências internacionais no mercado de drogas ilegais, com os traficantes penetrando em novos mercados à medida que enfrentam mais dificuldades para vender drogas nos Estados Unidos.
O Brasil exemplifica uma tendência global.
"Traficantes de cocaína estão explorando novos mercados, para compensar o acentuado declínio do uso de cocaína nos EUA nos últimos anos", diz a matéria. Embora os EUA ainda sejam o maior mercado mundial da cocaína, sua participação está encolhendo, como resultado de maiores gastos do país na prevenção, a aplicação mais vigorosa da lei e os usuários que mudam para outras drogas.
Trata-se de capitalismo puro, superprodução em busca de demanda em mercados de massa e muita "gente empreendedora de bem" por trás e enriquecendo à custa dessa nova "tendência de mercado".
O Crack está longe de ser um subproduto a ser ofertado a um suplemento de mercado composto por pobres e miseráveis e um alto potencial para aproximar nossas sociedades em projeções como as do filme "Eu Sou a Lenda", estrelado por Will Smith.