A pluralidade político-ideológica das juventudes partidárias presentes (leia nota acima) não impossibilitou um alto grau de acordo, profundidade das caracterizações e muito senso tático-estratégico. Colocando o debate no nível que merece. Para os gestoes reunidos, a necessidade de rearticular o Fórum Nacional se enquadra na estratégia geral de institucionalizar as políticas de juventude numa política de Estado. Veja abaixo as principais teses da carta aprovada, bem como o plano de trabalho inicial.
Por que PPJs?
"A grande dimensão da temática juvenil na atual conjuntura é resultado de quatro fatores fundamentais: a) a relevância populacional que tem origem no “boom” populacional do final da década de 1970; b) a demanda social no que se refere às estatísticas de exclusão e vulnerabilidade; c) a importância estratégica para o desenvolvimento nacional; d) a consideração de direitos específicos".
As dificuldades de uma agenda pública de juventude
"Estas demandas sociais são, principalmente, refletidas nos municípios, pois é lá que vive o (a) jovem. As dificuldades passam pela elaboração do desenho institucional dos órgãos e das políticas, pela definição quanto à existência, ou não, de orçamento próprio, e, principalmente, nas formas de participação dos jovens na elaboração e gestão das políticas. Isto ocorre pela falta de compreensão dos governos sobre o tema, pelas deficiências de formação dos (as) gestores e pela desarticulação política destes organismos criados."
O Plano de Trabalho do Fórum
"1) dar apoio à implementação, em nível municipal, dos programas de juventude dos governos federal e estadual; 2) estimular a formulação de programas que contemplem a diversidade e a especificidade das juventudes do município; 3) acompanhar o Congresso Nacional para a aprovação dos marcos legais (PEC, Plano, Estatuto etc.); 4) junto com a Secretaria Nacional de Juventude, fomentar a criação dos organismos de juventude nos municípios, a constituição do mapa institucional, a articulação entre as experiências de gestão e a realização do curso de gestores; 5) junto com o CONJUVE, contribuir na criação e na formação de um modelo de conselho municipal de juventude, apoiar a rede de conselhos com o objetivo de impulsionar a participação juvenil na formulação e no acompanhamento das políticas públicas; 6) formular um modelo de gestão institucional de juventude nas prefeituras, respeitando a conjuntura local de cada município, na construção de um marco referencial, a partir da realização de conferência, da criação de secretaria com orçamento próprio, na eleição do conselho, na implementação de programas específicos, na aprovação de um plano municipal, em consolidar os direitos dos (as) jovens na Lei Orgânica do Município e no Plano Diretor; 7) fomentar a criação e estruturação dos fóruns estaduais, juntamente com os gestores dos governos estaduais".
Como construir, a partir do poder local, uma nova condição juvenil
"Por meio da inserção no mundo do trabalho, no aumento da renda familiar, na prevenção e diminuição dos índices de violência, na elevação da escolaridade e no acesso às políticas universais de saúde, moradia, espaços de cultura, esporte e lazer".